1.6.12

O porquê de Aeronáutica

Desde pequenino, que ouvia histórias do meu pai dos seus tempos de tropa na Base Aérea de Monte Real, a mais importante. História de homens de coragem que todos os dias levantavam voo nos seus pesados aviões a jacto e faziam proezas dignas de filmes. Com o passar dos anos a admiração pelos objectos voadores desvaneceu, tomando conta de mim o bichinho pelos mecanismos e pela informática recreativa (aka. jogos). Já no limiar da adolescência comecei, mais uma vez incentivado pelo meu pai, a ir a festivais aéreos, sendo o primeiro um Festival da Força Aérea Portuguesa em Aveiro em que tive um contacto mais físico com as aeronaves que ali estavam expostas, chegando mesmo a entrar no cockpit de um F-16 (o nosso jacto actual mais potente). Nesse mesmo ano fomos ainda a outro festival aéreo em Coimbra, onde tive o meu baptismo de voo. Ai a admiração voltou e decidi-me em ingressar pelo ramo da aviação, tendo ido a outros festivais noutros anos e inclusivamente visitar a Base de Monte Real algumas vezes. No entanto desconhecendo o curso da Covilhã e não gostando dos ambientes de Lisboa, vi como única solução o ingresso na força aérea. Como rapaz franzino que sou e pouco convicto do exercício físico acabei por abandonar também esta ideia. No terminar do secundário, tomei conhecimento do Curso de Engenharia Aeronáutica na UBI, e já homem convicto de uma carreira nos ramos da biologia, na altura de me candidatar não hesitei e foi esse o curso da minha primeira opção. Hoje Sou finalista desse mesmo curso de aeronáutica e a cada dia que passa me fascina mais ainda a capacidade de um avião voar.

Artigo original: Revista Orlando

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