23.2.11

O acordar de um longo sono...

Obviamente, antes de mais nada peço desculpa aos meus leitores mais ou menos assiduos por ter estado calado tanto tempo. (motivos de trabalho maior (ou não =S)

Ontem levei a cabo uma missão de extrema importância para a minha realização pessoal: ao fim de quase ano e meio, voltei a dar vida ao meu aeromodelo. Finally...

A ideia surgiu entre o pessoal e associada a um dia solarengo, tornou-se a oportunidade perfeita para uma tarde bem passada no aeródromo. Infelizmente o dia solarengo revelou-se um tanto ou quanto inadequado à pratica da modalidade. O vento era inconstante tanto em direcção como intensidade, revelando-se maioritariamente forte.

Não fui no entanto o primeiro a dar sinais de bravura e ousadia. Alguns problemas do foro motorizado impediram uma rápida entrada em cena da minha parte. Foi então que, de modo mais eficiente, os sistemas eléctricos revelaram a sua prontidão ao serviço e de imediato surge no ceu um moto-planador. Este efectua uma subida suave com potencia maxima e revela alguns sinais da instabilidade atmosferica que se podia vivenciar no local. No chão os meus problemas continuam mas parecem ter fim á vista com possiveis soluções do mesmo. Com alguma pericia e controlo são efectuadas algumas manobras simples de picada, mas devido a causas atmosféricas naturais surgem problemas estruturais em zonas fragilizadas noutras ocasiões, e desta feita é urgente uma aterragem que embora forçada se revela suave tendo em conta o dano existente.

Da minha parte parece haver "luz ao fundo do tunel". Os problemas parecem resolvidos e estou pronto a enfrentar o vasto ceu por cima de nós. A primeira tentativa limita-se a uma simples corrida em solo, mais uma vez o vento mostrou a sua superioridade e o meu medo pelo desastre falou mais alto. Após a reposição do sistema uma segunda tentativa é levada a cabo com um aparente acalmar das condições. Existe muito nervosismo no controlo da aeronave e são muitas as situações em que parecia perdida. O implacável vento volta a mostrar a sua fúria e por varias vezes torna-se complicado controlar a aeronave. No entanto é ainda possível efectuar algumas manobras menos arriscadas mas de alguma beleza. A fugidia aeronave assume posições de voo não muito aconselháveis no espaço aéreo do aeródromo e numa tentativa de o trazer mais próximo da minha pessoa acontece o inevitável. Uma forte rajada associada a um pequeno descuido nos controlos, projectam a mesma numa rápida descida face ao solo. Como que por instinto vejo-me a desligar imediatamente o motor e tentar controlar a aeronave para evitar o pior.

A queda pareceu aparatosa mas feita uma analise rápida verificaram-se apenas alguns danos menores e fáceis de reparar. Em suma, foi uma experiência gratificante, embora arriscada, que espero vir a repetir num futuro próximo...

E agora de volta ao trabalho.