8.6.12

A pequena Grande Revelação do final dos anos 90

Para referencia, o artigo original foi publicado a 10 de Abril de 2012.

Hoje decidi fugir um bocado do tema e escrever sobre algo que tenha acontecido neste dia, e para decidir qual o ano de referência optei pelo mesmo ano do meu nascimento, 1988. Assim, após uma breve pesquisa, descobri que hoje faz precisamente 24 anos, o actor Haley Joel Osment.

Natural de Los Angeles, CA, começou a sua carreira com uma publicidade para a PizzaHut quando tinha apenas 4 anos, tendo nesse mesmo ano uma participação numa serie televisiva. No primeiro papel do grande ecrã contracenou juntamente comTom Hanks em Forrest Gump onde desempenhava o papel de filho da personagem principal do filme, que tinha por graça o mesmo nome de seu pai, em1994. No decorrer dos anos 90 teve alguns papeis regulares e/ou recorrentes em várias series televisivas, e outros filmes de onde se pode destacar o filme Bogus com a irreverente Whoopi Goldberg e o sempre talentoso actor francês Gérard Depardieu, em 1996.

Mas foi em 1999 que este rapazinho alcançou o estrelato, contracenando com Bruce Willis em The Sixth Sense. Cole Sear, o pequeno rapaz que protagonizou, era uma pequena criança psíquica que tinha a capacidade de ver e falar com os mortos. Com este papel ganhou o Saturn Award pela melhor performance de um jovem actor, e foi ainda nomeado para melhor actor secundário para os Acadamy Award tendo-se tornado no segundo actor mais jovem a ser nomeado nesta categoria. Uma das suas frases no filme “I see dead people” tornou-se um ícone do cinema internacional sendo ainda hoje utilizada numa vasta panóplia de números e representações cómicas pelo mundo fora.

Em 2000, foi convidado para dar a sua voz em três pequenas aparições na serie de animação Family Guy. Neste mesmo ano entrou ainda no filme Pay it Forward onde contracenou com Kevin Spacey, galardoado com um Oscar neste filme, e ainda com Helen Hunt.

Em 2001 retorna ao estrelato com o filme A.I., Artificial Intelligence, que lhe garantiu um segundo Saturn Award desta vez como melhor actor jovem e foi ainda reconhecido por Roger Ebert, um critico de cinema, como um dos melhores actores a trabalhar em cinema naquele ano.

Com o passar do tempo fez alguns filmes com menor reconhecimento e deu voz a muitas personagens da cinematografia animada, bem como a indivíduos do mundo dos vídeo-jogos.


Artigo Original: Revista Orlando

4.6.12

O Cadillac dos Céus

Muitas das pessoas quando ouvem falar em mustang pensam logo em cavalos, e alguns eruditos, pensam ainda no carro americano produzido pela Ford. Pois bem, na minha cabeça, doida por aviões, só me ocorre um dos melhores e mais conhecidos aviões da Força Aérea americana dos tempos da Segunda Guerra Mundial.

Este “pequeno” avião foi desenvolvido e produzido pela North American Aviation, e fez o seu primeiro voo a 26 de Outubro de 1940. A destacar, o modelo B, que foi utilizado pela RAF (Royal Air Force) com o objectivo de fazer reconhecimento táctico, tendo sido mais tarde adaptado para bombardeiro ligeiro. O modelo D, destaca-se como o caça por excelência da USAAF (USA Air Force), tendo servido em todas as frentes de combate. Foram produzidos, entre todas as suas 21 variações, um total de 16766 aeronaves, sendo que 8156 desses são do modelo D, cerca de 48%. Muitos dos caças americanos serviram ainda na guerra da Coreia e Vietnam como bombardeiro ligeiro, embora já existisse o jacto, e em alguns países serviram forças aéreas até aos anos 80. Actualmente, os que ainda voam, são exemplares sobreviventes que foram convertidos para a aviação civil, tendo sido desarmados e equipados com instrumentos mais actuais.

Este modelo conta com um comprimento de cerca de 10 metros e uma envergadura de aproximadamente 11,3 metros. É capaz de atingir velocidades na ordem dos 700 Km/h (quase 6 vezes mais que o limite de velocidade máximo nas auto-estradas) conseguindo percorrer cerca de 2 755 Km de distância, a altitude máxima de 12 000 metros.

Também com presença marcada no grande ecrã, destaco duas cenas e um filme onde este avião se tornam fulcral para a história, embora apenas como elementos secundários. Em O Império do Sol de Steven Spielberg, o pequeno Jamie vê a sua vida mudar drasticamente com a ocupação Japonesa de Hong-Kong. Depois de um longo período de cativeiro no campo de Soo Chow, vê a sua esperança renovada quando ao observar as actividades do aeródromo chinês capturado, este é subitamente atacado por P-51D’s, aos quais, em êxtase, apelida de “Cadillac of the skies”. Já n’O Resgate do Soldado Ryan, também de Steven Spielberg, a ultima batalha do filme, que já parecia perdida, leva uma reviravolta quando o Capitão Miller, quase a perecer, vê miraculosamente explodir um tanque ao disparar a sua pistola quando por ele sobrevoa um P-51D, como pode conferir aqui ao minuto 4:10. Mais recente há ainda Red Tails de Anthony Hemingway que retrata a história de uma esquadra de Afro-Americanos no programa de treinos Tuskegee, que se veem mantidos em terra devido á exclusão social da altura, mas que após algumas reivindicações dos seus direitos são chamados para a frente de batalha onde integram uma esquadra de P-51D.


Artigo original: Revista Orlando

1.6.12

O porquê de Aeronáutica

Desde pequenino, que ouvia histórias do meu pai dos seus tempos de tropa na Base Aérea de Monte Real, a mais importante. História de homens de coragem que todos os dias levantavam voo nos seus pesados aviões a jacto e faziam proezas dignas de filmes. Com o passar dos anos a admiração pelos objectos voadores desvaneceu, tomando conta de mim o bichinho pelos mecanismos e pela informática recreativa (aka. jogos). Já no limiar da adolescência comecei, mais uma vez incentivado pelo meu pai, a ir a festivais aéreos, sendo o primeiro um Festival da Força Aérea Portuguesa em Aveiro em que tive um contacto mais físico com as aeronaves que ali estavam expostas, chegando mesmo a entrar no cockpit de um F-16 (o nosso jacto actual mais potente). Nesse mesmo ano fomos ainda a outro festival aéreo em Coimbra, onde tive o meu baptismo de voo. Ai a admiração voltou e decidi-me em ingressar pelo ramo da aviação, tendo ido a outros festivais noutros anos e inclusivamente visitar a Base de Monte Real algumas vezes. No entanto desconhecendo o curso da Covilhã e não gostando dos ambientes de Lisboa, vi como única solução o ingresso na força aérea. Como rapaz franzino que sou e pouco convicto do exercício físico acabei por abandonar também esta ideia. No terminar do secundário, tomei conhecimento do Curso de Engenharia Aeronáutica na UBI, e já homem convicto de uma carreira nos ramos da biologia, na altura de me candidatar não hesitei e foi esse o curso da minha primeira opção. Hoje Sou finalista desse mesmo curso de aeronáutica e a cada dia que passa me fascina mais ainda a capacidade de um avião voar.

Artigo original: Revista Orlando