Obviamente, antes de mais nada peço desculpa aos meus leitores mais ou menos assiduos por ter estado calado tanto tempo. (motivos de trabalho maior (ou não =S)
Ontem levei a cabo uma missão de extrema importância para a minha realização pessoal: ao fim de quase ano e meio, voltei a dar vida ao meu aeromodelo. Finally...
A ideia surgiu entre o pessoal e associada a um dia solarengo, tornou-se a oportunidade perfeita para uma tarde bem passada no aeródromo. Infelizmente o dia solarengo revelou-se um tanto ou quanto inadequado à pratica da modalidade. O vento era inconstante tanto em direcção como intensidade, revelando-se maioritariamente forte.
Não fui no entanto o primeiro a dar sinais de bravura e ousadia. Alguns problemas do foro motorizado impediram uma rápida entrada em cena da minha parte. Foi então que, de modo mais eficiente, os sistemas eléctricos revelaram a sua prontidão ao serviço e de imediato surge no ceu um moto-planador. Este efectua uma subida suave com potencia maxima e revela alguns sinais da instabilidade atmosferica que se podia vivenciar no local. No chão os meus problemas continuam mas parecem ter fim á vista com possiveis soluções do mesmo. Com alguma pericia e controlo são efectuadas algumas manobras simples de picada, mas devido a causas atmosféricas naturais surgem problemas estruturais em zonas fragilizadas noutras ocasiões, e desta feita é urgente uma aterragem que embora forçada se revela suave tendo em conta o dano existente.
Da minha parte parece haver "luz ao fundo do tunel". Os problemas parecem resolvidos e estou pronto a enfrentar o vasto ceu por cima de nós. A primeira tentativa limita-se a uma simples corrida em solo, mais uma vez o vento mostrou a sua superioridade e o meu medo pelo desastre falou mais alto. Após a reposição do sistema uma segunda tentativa é levada a cabo com um aparente acalmar das condições. Existe muito nervosismo no controlo da aeronave e são muitas as situações em que parecia perdida. O implacável vento volta a mostrar a sua fúria e por varias vezes torna-se complicado controlar a aeronave. No entanto é ainda possível efectuar algumas manobras menos arriscadas mas de alguma beleza. A fugidia aeronave assume posições de voo não muito aconselháveis no espaço aéreo do aeródromo e numa tentativa de o trazer mais próximo da minha pessoa acontece o inevitável. Uma forte rajada associada a um pequeno descuido nos controlos, projectam a mesma numa rápida descida face ao solo. Como que por instinto vejo-me a desligar imediatamente o motor e tentar controlar a aeronave para evitar o pior.
A queda pareceu aparatosa mas feita uma analise rápida verificaram-se apenas alguns danos menores e fáceis de reparar. Em suma, foi uma experiência gratificante, embora arriscada, que espero vir a repetir num futuro próximo...
E agora de volta ao trabalho.
2 comentários:
Após ler esta versão, pergunto quando publicas a verdadeira....
ui, não sabia que trabalhavasn pra CMC, Tiago....
bem que podias meter la umas cunhas...
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